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Agrotóxicos: os vilões disfarçados de mocinhos


Os agrotóxicos ou pesticidas são as únicas substâncias tóxicas liberadas intencionalmente em nosso ambiente para matar seres vivos. Isso inclui ervas daninhas (herbicidas), insetos (inseticidas), fungos (fungicidas) e roedores (rodenticidas). Mas será que para por aí?

Os agrotóxicos e a saúde humana

Como todos sabemos, a maioria das frutas e legumes são cultivadas em fazendas, e em fazendas esperamos encontrar muitos insetos e pequenos animais, alguns dos quais tendem a se alimentar das plantações. Encontrando alimento e abrigo abundante, ali se proliferam, infestando as plantações em formas de “pragas”. Os agricultores não podem dar ao luxo de perder suas colheitas devido a esses pequenos parasitas, então em vez disso, pulverizam produtos químicos, que, além de os repelir, impedem que a infestação se espalhe, reduzindo o risco de perda da colheita. Por outro lado, os agrotóxicos são considerados atualmente como um grande problema de saúde pública. Isso se dá considerando o tamanho da população exposta em áreas adjacentes às plantações com uso de agrotóxicos, na agricultura, e os consumidores desses alimentos contaminados. A verdade é que os pesticidas são projetados para matar. Mas o mecanismo de ação não é específico para uma espécie, por isso, eles acabam matando ou prejudicando outros organismos além de pragas, incluindo os seres humanos. A Organização Mundial de Saúde estima que há 3 milhões de casos de intoxicação por agrotóxicos por ano e até 220.000 mortes, com destaque para países em desenvolvimento. Os agricultores e suas famílias e funcionários que usam agrotóxicos regularmente estão em maior risco de toxicidade. O perigo se espalha em grande escala, uma vez que os químicos são transportados pelo vento, deixam resíduos no produto e em animais, atingem lençóis freáticos e rios, contaminando peixes e outros frutos do mar e o abastecimento público de água. A exposição pode causar asma, alergias e hipersensibilidade, além de uma série de efeitos neurológicos, como perda de memória e coordenação, resposta a estímulos, habilidades motoras e capacidade visual reduzidas, alterações de humor e comportamento geral. Também está relacionada com câncer, alterações hormonais e problemas de fertilidade e desenvolvimento fetal.

Os agrotóxicos e as abelhas

Os pesticidas são uma grande ameaça para as abelhas. A intoxicação sistêmica de flores mata um número notável de abelhas. As abelhas, assim como as borboletas, são polinizadoras, e representam a perpetuação dos ciclos da planta e sua evolução natural. Quase um quarto das colmeias dos EUA não sobreviveram ao inverno de 2014/2015, traduzindo em uma perda de dezenas de bilhões de abelhas, que terá impacto negativo, inclusive, na própria economia agrícola.

Qual a solução?

Os métodos de controle de pragas podem ser de natureza biológica ou química. O controle biológico de pragas pode incluir fungos, bactérias, predadores naturais de pragas e outras substâncias organicamente presentes. Algumas medidas biológicas incluem organismos que são naturalmente eficazes contra pragas: gatos para camundongos, por exemplo. Essas medidas geralmente não são tóxicas para os seres humanos ou animais e não deixam resíduo persistente. Já os métodos químicos de controle de pragas contam uma história inteiramente diferente. Agricultores orgânicos, por exemplo, também fazem uso de pesticidas. Porém estes são de derivados naturais, incluindo citronela e óleo de cravo, usados apenas em circunstâncias muito restritas. Não são usados pesticidas sintéticos. Também tendem a pulverizar menos em seus produtos do que outros agricultores, com pesticidas menos perigosos para o meio ambiente. Além disso, se um produto é certificado como orgânico, deve cumprir as exigências nacionais para a produção orgânica.

Assim, se cultivar o seu próprio alimento não é uma opção para você, seja sustentável na hora das compras. Visite os mercados e produtores locais, e obtenha os alimentos frescos cultivados organicamente. Cada vez mais lojas estão trabalhando para acomodar esses produtos saudáveis, fornecendo aos consumidores produtos cultivados organicamente de maneira sustentável. Tais práticas colaboram para que a redução da mortandade das abelhas. Mais abelhas é igual a mais plantas polonizadas, com isso, há mais alimento disponível para a alimentação humana. Uma coisa está ligada a outra. Pense nisso!

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